Uma mulher casada e bissexual

Publicado: 29 de julho de 2013 em Entrevistas
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DuvidaErica*, 35 anos, é leitora do BlogSoubi desde abril de 2012. Ela é casada, tem três filhos e no ano passado tomou consciência da sua bissexualidade. Um pouco de sua história será relatada aqui, em uma pequena entrevista. Compartilhem também suas histórias e fiquem à vontade para fazer perguntas, ela poderá responder nos comentários (no balão acima).

1) Você é casada há 10 anos. Quando começou a perceber seu interesse por mulheres?Interesse já tinha desde a adolescência. Mas de forma consciente só no ano passado.

2) Em que momento você se deu conta de que realmente queria se relacionar com mulheres?
Eu costumava sonhar com mulheres, que me relacionava com elas, e isso me causava um desconforto. Comecei a pesquisar na internet sobre isso e me deparei com o blog. Só aí percebi que a minha história não era única, que outras mulheres casadas ou não passavam pela mesma coisa…então me dei conta de que eu gosto e sempre gostei de mulher. Daí pra me apaixonar conscientemente foi um pulo.

3) Antes de casar, você já tinha se interessado de fato por alguma mulher?
Tive paixões platônicas por algumas mulheres. Não aconteceu por falta de oportunidade, pois todas eram heteros. Da minha parte havia muito receio por causa da família. Mas se tivesse encontrado alguma mulher que sentisse o mesmo por mim, certamente minha história seria outra.

4) O que fez você se envolver com uma mulher durante o casamento? Algo não estava bom ou você precisava preencher essa necessidade?
A partir do momento em que a ficha caiu, ou seja, me conscientizei, quis viver isso sem pensar muito. Apenas queria viver, queria saber, mergulhar na descoberta.

5) O seu marido descobriu tudo. Qual foi a reação?
Ele aceitou. Não sei de que forma, mas ele entendeu que sou diferente. Não me condenou, não me criticou em nenhum momento, acho que pela amizade que temos. A minha reação foi…fiquei boquiaberta, pois não esperava isso dele. Achava que teria uma reação machista, mas foi o contrário.

6) Você teria uma relação a três se o seu marido topasse? Qual a sua opinião sobre isso?
Na verdade, ele até sugeriu isso, para que eu pudesse experimentar. Muitas mulheres podem achar que foi safadeza dele e que ele queria se aproveitar da situação, mas ele é uma pessoa única. Preferiu me proporcionar a experiência do que se afastar de mim. Amor nem sempre é divisão, amor é multiplicação. Mas eu não topei, porque quero um amor, um relacionamento, não quero sexo somente.

7) Qual foi a sensação de se relacionar com uma mulher?
Apesar de não ter realizado totalmente, posso dizer que foi a experiência mais vibrante da minha vida. Não fui para os finalmente não por falta de vontade minha, mas por falta de coragem dela.

8) Se você se apaixonasse por uma mulher, deixaria seu marido?
Na verdade, eu já me apaixonei. Deixaria, pois se há espaço para o sentimento por outra pessoa, significa que o que eu sentia por ele acabou. Tive uma relação sincera com ele até hoje e quero continuar tendo, por isso o deixaria.  

9) O que você acha sobre a bissexualidade? Os homens te atraem tanto quanto as mulheres?
Por ora, posso dizer que sinto atração por ambos. Mas tenho certeza que o dia em que tiver uma relação completa com uma mulher, não voltarei a me relacionar com homens. Acho que é possível sentirmos atração por ambos os sexos, pois me sinto assim.

10) Quais dicas você pode deixar para outras mulheres casadas que perceberam o interesse por mulheres durante o casamento?
É difícil falar, pois cada um tem uma vida e nem sempre é fácil tomar determinadas atitudes. Eu preferiria estar livre hoje para me relacionar com outra mulher. O sentimento é muito intenso e fica difícil manter um casamento depois disso. Mas de qualquer forma, falo isso por mim. Só não fui até o fim porque a outra parte teve medo de amar e se expor. Por mim, teria feito tudo de novo, teria ido até o fim, teria mergulhado de cabeça, sem medo de ser feliz.

11) Por que você ainda continua com seu marido se percebeu que quer viver algo intenso com uma mulher?
Porque hoje ainda não tenho condições de me separar, embora pense diariamente sobre isso. Pesa também ele ser um homem espetacular, termos dois filhos pequenos e um relacionamento absolutamente estável.

 *Erica é um nome fictício utilizado a pedido da entrevistada
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comentários
  1. a sua bissexualidade, te afastou do seus amigos ou nao.

    • Erica disse:

      Oi Moisés, na verdade, ninguém sabe disso. Imagina uma família modelo, é assim, é a minha. Sou uma mulher feminina, que não dá a mínima pinta de que gosta de mulher. Ninguém desconfia e é difícil falar sobre isso. Se fosse separada, já teria falado sem problemas. Mas imagino que para um homem é muito mais complicado.

      • Marisa disse:

        Querida Érica;
        A partir do momento que voce não aceita ser casada e ter paralelamente relacionamento sexual com outra mulher e alem de tudo considera seriamente a possibilidade da separação conjugal para poder ficar com uma mulher, voce se classifica como homossexual. Homossexual reprimida, que só não assumiu por conveniencias e necessidades. Voce não é bissexual, pois essa condição implica em exercer a sexualidade paralelamente com ambos os sexos e isso voce não faz.

  2. farias disse:

    muito bom….eu gostaria de ser amigo dela.bjs

  3. Carol disse:

    Nossa!! Que excitante deve ser viver numa adrenalina louca como essa rsrs O receio de magoar e deixar a quem amou por tanto tempo e a intensa paixão a parte do relacionamento conjugal. Putz q putz rs. Bom, eu não sou casada, pois sou “nova” ainda (não tão nova), tenho 20 anos e não penso em me casar por agora. Poxa, eu acredito que se descobrir bissexual seja algo embaraçoso demais. Eu tiro por mim. Bem, na verdade eu ainda me considero hetero, pois estava gostando de uma menina (a primeira e única que gostei). Foi a minha primeira paixão por alguém do mesmo gênero. Só que as coisas desandaram. Cheguei a me declarar e tudo, porém, mesmo eu sabendo que era recíproco, o MEDO dela foi maior e então se negou a experimentar e compartilhar do sentimento tão intenso e exclusivo (as duas a princípio hetero rs). Não desisti de 1ª. Para falar a verdade eu tentei 3 vezes, mas ela se negava sempre, ao menos tentar, mas não. O medo e a falta de coragem eram maiores e hoje nos encontramos cada uma para um lado. Nem conversar temos conseguido. Só que além dos motivos que citei e que a levaram a se opor ao que também sentia, bem, havia um outro beeem maior rs. Ela tem namorado. O cerco fechou de vez rsrs. Parece mais que ela tem dó de deixá-lo… Talvez ache que eu nunca poderia a fazer feliz. Enfim,a nossa história (que nem ao menos pode ser iniciada), logo acabou. E hoje eu estou conhecendo uma pessoa (um homem). Resolvi esquecê-la, pois eu vi que o limite havia até estourado. Eu não queria e não quero ser desagradável. Mas o que eu pude fazer, bom, eu fiz e ainda hoje me surpreendo por tamanha coragem que eu tive kkkkkkk. Sou tímida D+, sempre espero pelo “cara” e até pedi para que ficássemos hahaha. De fato que uma experiência atípica (pelo menos para mim) dessa é algo realmente vibrante!! E eu gostaria de saber (quem puder me responder, agradeço) se é possível eu me tornar bi ou não. Pois no meu caso eu apenas gostei de UMA mulher, nunca antes havia passado na minha cabeça algo do tipo. Eu digo que até repudiava. Mas aí ela me apareceu e abalou as minhas estruturas. Me senti mais perdida que bala perdida rs. Passei por todas aquelas angústias, acusações internas, repugnâncias comuns, típicas de quem se depara com esse emaranhado de sentimentos confusos e assustadores. E assim como a Erica*, eu procurei entender melhor o que me passava. O blog foi um instrumento fantástico, magnífico! Vou dizer o por quê. Eu, por casualidade encontrei a menina que eu gostava aqui!! Tudo o que acontecia entre nós ela ia e postava um comentário. Alterava apenas algumas circunstâncias. E deu que num belo dia, a pedido de uma menina que me pedia conselhos, me pediu o email, e a garota que eu estava gostando também me descobriu e começou a trocar emails comigo, como se fosse uma desconhecida kkkkkkkkkkkkk até hoje eu rio da situação. E a melhor parte é que eu descobri mais dos sentimentos e pensamentos dela rs. Ela se abria para mim e falava coisas tão surpreendentes, que eu jamais havia cogitado a possibilidade. Foi então que eu (depois que eu descobri continuei trocando emails como se fosse uma “estranha” a ela tbm kkkkk) a questionei algumas coisas e dei a entender que eu sabia que era ela quem se comunicava quase que diariamente comigo por email. Nossa, ela contava a nossa história, e tão somente fazia uma mescla em determinados pontos e sempre mandava indiretas. Gente, essa experiência que eu tive foi algo tão massa que me faltam palavras rs. Eu amei ter sido surpreendida por ela dessa forma <3. Só que ao que tudo indica, o lugar dela nunca será ao meu lado. Mas continuo vivendo e em busca da minha paixão verdadeira, aquela que não medirá esforços para me ter e ser minha.

    Já falei da minha história, da minha dúvida da possibilidade de eu me tornar ou não bi. Mas agora, a minha pergunta será para a Erica* (mas se alguém se interessar e quiser opinar, aceito com prazer rs). Bom, eu estou conhecendo uma pessoa (há bastante tempo kkkkkk pq tenho receios de caminhar para algo muito sério, mas ao mesmo tempo em que quero 😕 hahahaha) e penso que se caso eu o namore, vai que de repente eu me apaixone por uma outra menina (a princípio é improvável… mas desde o dia que eu fui surpreendida por uma paixão atípica, desde então eu nunca digo nunca rs), bem, seria melhor eu esperar que os meus sentimentos primeiramente se abrandem, e que eu decida (livre de interferências emocionais) o que de fato desejo? Devo pensar assim e esperar o tempo sacar qualquer resquício de sentimento pela menina (que um dia gostei), mas que hoje me forço a deixá-la?
    Erica*, você me parece certa de que deixaria o teu marido… A intensidade da tua paixão pela menina que gosta é tão forte ao ponto de você abrir mão dele? Será que ao você se apaixonar por ela é porque não o ama mais? Eu poderia afirmar então que se a garota que eu me apaixonei, e a qual também se apaixonou por mim, deixou de amar o namorado dela por me querer, e só não tem coragem?
    E por última, se caso eu tivesse tido uma experiência com ela, provavelmente que ela passaria a valorizar mais o que sentia e se entregaria por completo?

    É só isso… Só um pequeno livro rsrs. Me desculpem ter excedido. Mas espero que eu possa ser amparada por vc6 *—* Geralmente eu sempre amparo as girls, mas às vezes eu necessito de uma direção e que, por incrível que pareça nós nunca conseguimos aconselhar a nós mesmas kkkkkkkkk parece até piada :/

    Beijossss, flores!

    • Erica disse:

      Hahhahah que testamento, Carol. Engraçado que dá pra perceber como você está entusiasmada e ao mesmo tempo ansiosa pra resolver os seus conflitos..Eu não sei se posso te ajudar porque apesar de ser mais velha do que você, eu não tenho tanta experiência. O fato de você ter receio de se envolver com um menino por medo de se apaixonar de novo por uma garota não deve te preocupar tanto. Você é muito jovem. Tem um monte de mulheres que tiveram experiências com outras mulheres na juventude e depois casaram-se com homens e são felizes. Talvez se isto tivesse acontecido comigo antes de casar eu não estivesse tão encucada hoje. Mas não tenha medo de se envolver, com um cara ou com uma garota. Sofrer faz parte da vida. E isso não vai determinar a sua sexualidade no futuro. Na verdade temos que ter é coragem pra entender o sentimento e encarar. Quando entendi, eu nem pensei em filhos, em família, em nada. Eu obedeci às minhas emoções, porque cansei de viver a minha vida pelos outros entende? Mas quando você nao tem tanta coisa séria em sua volta, pode ter essas experiência de uma forma muito leve, desprendida, natural. Se voce está afim de uma menina, não faz disso um bicho de sete cabeças, vai lá e tira a prova. Pelo menos eu sou assim, sou muito honesta, não escondo nada, não tenho medo nem de amar nem de viver, apesar de ter quebrado a minha linda carinha com este romance mal resolvido. Agora, ninguém pode amar por dois, então eu te aconselho o que tenho praticado: se a menina que você gosta não quer tentar…deixa quieto…segue a tua vida…sem ansiedade, sem tristeza…algumas coisas simplesmente não são pra ser…e outras…..então o tempo se encarrega de sepultar tudo, confie no que digo. Olha quanto a deixar o meu marido, eu falo por mim, eu o deixaria por não conseguir levar uma vida dupla. Os sentimentos que envolvem duas mulheres são muito intensos e não dá pra se dividir com uma terceira pessoa. Mas não posso afirmar que a sua amiga nao goste do namorado dela. Posso afirmar com absoluta certeza que se ela tivesse uma experiência com você, se ela gosta de você como você afirma, então minha amiga, ela mandaria o cara passear rapidinho. Talvez ela não tenha avançado por medo. Eu também tive esse medo na juventude, medo de descobrir que eu não era igual a todo mundo, medo de descobrir que os meus interesses não eram os de todo mundo, medo da rejeição dos meus pais e irmãos, enfim medo de encarar que eu podia gostar de algo e ser criticada por isso. Espero que tenha ajudado você. Mas não encuca muito com isso não…vive a sua vida e viva as experiências que tem vontade, porque ninguém pode viver a sua vida por você. Beijos

      • Carol disse:

        Olá Erica! Obrigada pela resposta, viu! Eu estou ansiosa realmente rs. Mas é devido ao fato de eu querer esquecê-la logo e estar em paz, sem nenhuma preocupação ou receios. E eu estou me encaminhando ao meu objetivo.
        Bem, eu tenho em mente que isso não seria “sofrer” literalmente, mas sim, uma grande experiência para te fazer entender melhor o mundo, as pessoas e se encontrar em si mesmo. Eu aprendi muito com essa experiência atípica, sabe.. Eu já passei por isso, ou por algo semelhante, porém sempre com homens kkkk Na verdade fui eu mesma quem impedi. Principalmente em um relacionamento que eu tive com uma pessoa/profissional que todos julgam ser errado. Eu tinha essa consciência e, por outros motivos mais eu não nos permiti dar continuidade. E é fato quando vc diz que “os sentimentos que envolvem duas mulheres são muito intensos”, eu tbm acho que sim. Mas, bom, ela agora continuando a gostar ou não, não tem mais jeito. Como eu já havia dito antes, o limite chegou, passou até rs. Não vou me preocupar se um dia irei ou não gostar de outra menina. Seguirei o teu conselho :). Até pq é muito perturbador para mim, sabe… Pq me tenho como hetero e isso me deixa agitada, inquieta. Só quero paz. Já chega de apreensão kkkkkkkkk Vou seguir e viver como sempre vivi, ou seja, de bem comigo mesma e com a vida. Beijinhos e mais uma vez, super obrigada, Flor 😉

      • Isabel* disse:

        Nooossaa que história legal, Carol. Acho que você deve ser muito legal pelo jeito que escreve (não sei o porquê).

        Eu sempre pensei: “já pensou se acontece isso comigo?” em relação ao fato de achar a menina que eu gosto com o mesmo conflito nos blogs que eu frequento, mas ao mesmo tempo pensava: “nãao, o mundo não é tão pequeno assim”.

        Você teve muita sorte.

        Acho que as suas dúvidas e a resposta da Erica vão ajudar muita gente 🙂

      • Carol disse:

        Oi Isabel! hahahaha eu até hoje “não” consigo acreditar nessa casualidade rsrsrs
        Bem, eu sou uma pessoa aturável K
        Passo a crer que a sorte é algo mais que casual, de probabilidades. To achando que é na verdade obra do destino rs
        Espero mesmo que as minhas dúvidas de algum modo venham a ajudá-las.

  4. Joana Santos disse:

    Oi Erica 🙂
    Como estas?
    Porque dizes na resposta à questao 9 que sabes que se tiveres numa relaçao completa com uma mulher que não te voltas a relacionsr com homens?

    • Erica disse:

      Oi Joana, tudo bem comigo. Digo que se tiver uma relação completa não vou mais me relacionar com homens porque eu sei de alguma forma que uma relação com uma mulher será mais completa do que com um homem. Acho que a gente sabe, apesar de não ter ido até o fim, que vai ser diferente, porque o nosso corpo nos diz isso, nossa animação é outra, nossa motivação é diferente. A paixão, o envolvimento. Sem falar que às vezes, por machismo, os homens teimam em estar no controle de tudo, principalmente na cama. Isso cansa também. Além do mais, o sexo com um homem eu já conheço e como me preservo demais, não gostaria de partilhar minha intimidade com outro cara. O que eu tinha pra aprender já aprendi..hhahhah. Então agora quero viver o que sempre quis..o que sempre me assustou…me seduziu…mas que nunca tive maturidade pra seguir. Sou monogâmica, mulher de uma pessoa só. Se tiver uma mulher provavelmente será a única. Beijão

  5. Joana Santos disse:

    É maravilhoso mesmo o envolvimento, uma coisa sem comparação. Concordo=))

  6. Lili disse:

    belo relato. também sou bi e casada, mas sem filhos, e me considero bem feminina. sou muito feliz com meu marido, mas confesso que sinto falta de intimidade com mulher. não eh fácil lidar com isso, existe ciúme e insegurança, fora a sensação de que nunca se está totalmente realizada. eh um alívio conhecer histórias parecidas…

    • Dany disse:

      Eu ia sugerir a Amanda criar um topico com o seguinte titulo “ser bi significa ser incompleto?” mas ela abordou algo no topico triangulo amoroso… sei lá, se ela conseguir abordar com esse titulo q sugeri de um forma diferente (outro ângulo de visão) seria legal

  7. aline naomi disse:

    Érica, adorei sua entrevista.

    Há algum tempo venho estruturando informações para escrever um livro de ficção cujo enredo é parecido com o da sua vida! 🙂 Já tenho a trama elaborada (começo, meio e fim), mas tenho dúvida em relação a detalhes (ações, perfil psicológico da personagem que é casada com um homem, de que forma as personagens lidam com possíveis dilemas morais, etc.), por isso gostaria de trocar algumas ideias.

    Cheguei a este blog justamente procurando “mulher casada bi”… porque na verdade queria encontrar um artigo que saiu na “Marie Claire”, com três mulheres que haviam deixado um casamento tradicional para ficar com outras mulheres, que li há uns quinze anos – nunca mais consegui encontrar isso! Queria reler, porque, na época eu era adolescente e, ao ler essa matéria, pela primeira vez me ocorreu que as pessoas não precisam fazer necessariamente o que a sociedade julga “certo”, que podemos fazer escolhas baseadas no que pensamos e sentimos, enfim, escolher o que achamos que vai ser melhor para nós – parece óbvio e bobo, mas ter a consciência disso foi importante para mim na época.

    Ficaria imensamente grata se eu pudesse fazer algumas perguntas e se pudermos manter contato.

    Meu e-mail é: naomi.sassaki (arroba) gmail (ponto) com

    Obrigada!! 🙂

    Aline Naomi

  8. Dri disse:

    Ufa! Pensei que era só eu…rs Eu sou casada a 10 anos e bissexual desde sempre. Tive namorados e namoradas antes de me casar, até que me apaixonei perdidamente pelo meu marido. Acho que aí é que esta a nosa diferença Erica. Eu sou apaixonada pelo meu marido e não imagino minha vida sem ele mais sinto falta de estar com uma mulher. O sexo sempre foi muito importante pra mim e eu me sinto meio incompleta. Acho que é mais ou menos o que a Dany colocou sr bi é ser incompleto…Foi um alívio enorme encontrar esse blog. Não sei vc Erica mais eu sinto falta de falar com alguém sobre isso. Ter aquela amiga pra tomar aquele “chopp” e falar de tudo. Gostaria de conversar mais com vc e com as outras mulheres que vivem essa mesma situação.

    • Erica disse:

      Oi Dri, imagino como você se sente. Tenho amigas que fiz aqui pelo blog e com quem troco emails diários e que me ajudam muito a desabafar. Fique a vontade pra pedir meu email pra Amanda e podemos nos corresponder. Se você morar no Rio, podemos sair pra tomar chopp sem problemas pois eu faço isso direto. Beijos

  9. Lully disse:

    Oi Erica, tudo bem minha querida. Espero que sim. Pelo que eu entendi você ainda está com seu marido, certo?? Bem, eu estou/estava casada a pouco tempo(3 anos), sempre senti que não daria certo, mas tentei mesmo assim. O meu defeito ou qualidade, é que sou extremamente fiel. Eu decidi deixar o meu marido porque enquanto eu estivesse ao seu lado, não abriria espaço pra outro sentimento. Sou do tipo que realmente não tem olhos pra mais ninguém, entende? Sentamos e conversamos muito. Tivemos algumas crises e os últimos doze meses foram os mais difíceis, justamente por eu não conseguir me olhar no espelho e admitir minhas verdades. Passei por uma tristeza absurda, ele percebeu obviamente. Busquei saída em tudo que puder imaginar. Não acredito que haja. Decidi que seria egoísmo demais continuar casada, até um pouco cruel. Tornar nosso casamento aberto estava fora de cogitação, como eu disse sou extremamente fiel.Eu gosto demais dele pra não fazê-lo feliz. Se eu não posso, que pelo menos eu o deixe livre, afinal ele é um homem maravilhoso e isto só aumenta minha culpa. Quero de todo meu coração que ele seja imensamente feliz. Não temos filhos, e ele é um ser humano fantástico. Nunca ouvi falar em um divórcio tão amigável, os papéis ficam prontos em alguns dias. Por que isso eu preciso admitir, ele sempre foi(e é provável que continue sendo) o melhor amigo que já tive. Sinceramente, acho que finalmente meu coração está em paz, porque sou sincera comigo mesma. Não pretendo sair por aí “numa caçada insana” para extravasar os meus desejos, mas nunca me senti tão em paz. Desejo-te toda a felicidade do mundo, independente de sua decisão. Grande beijo!

    • Erica disse:

      Oi Lully…Nossa que história parecida a nossa…Trair também está fora de questão pra mim. O caso que relatei foi que eu me apaixonei de uma forma tão intensa que nem pensei em traição. Tanto que no início nem cogitava me separar. Eu queria descobrir: O que é isso? Como é isso? Eu queria dar vazão ao sentimento e não tive nem sentimentos contraditórios. Mas quando precisei mentir pra ele pela primeira vez eu percebi que teria que me separar porque eu não consegui. Não consegui olhar no rosto dele e inventar uma mentira pra sair. É fácil deixar um cara fanfarrão, um bêbado, um mau caráter, um que seja ruim de alguma forma. Mas é muito difícil deixar um companheiro espetacular como o que tenho. Amigo de todas as horas, gentil, carinhoso, ótimo pai, generoso entre outras qualidades. Ainda assim, tenho estruturado a minha vida para sair de casa pois não vai ser fácil. Não dá pra viver qualquer sentimento estando ao lado dele. Tenho certeza de que quando me separar, muitos me chamarão de louca por deixar um homem como o que tenho. Mas não dá pra fingir. O amor acabou e não posso me permitir sentir pena dele porque ele não merece. Acho que meu divórcio vai ser igual ao seu e tenho certeza de que seremos amigos a vida toda. Esse amor que tenho por ele ninguém rouba de mim. Beijos

      • Dany disse:

        Para *Érica

        Então nesse caso acabou o amor conjugal e restou o amor “fraternal” e de amizade,né? Mas vc realmente acredita que o tenha amado afetivamente e o sentimento só acabou quando vc se percebeu apaixonada por uma mulher, ou antes disso já havia esfriado??

  10. Heloisa disse:

    Olá, fico extremamente tocada quando entro neste blog e passo a compartilhar das histórias e comentários de todos vocês, primeiramente, por se tratar de histórias e sentimentos reais e, depois, pelo fato de poder encontrar um espaço no qual as curiosidades, dúvidas, medos, inseguranças, enfim… podem ser expressos sem julgamentos, e sempre sob algum olhar disposto a compreender, ajudar, a buscar o entendimento para um assunto que é tão delicado, como o da sexualidade. Bem, não foi por acaso que encontrei este blog, a partir do desejo de conhecer mais sobre este misterioso universo, passei a pesquisar sobre o assunto “bissexualidade”… não para entender alguém, mas para passar a me conhecer melhor e a encontrar respostas para as mudanças que sinto que estão acontecendo comigo. Já me identifiquei com várias histórias e, cada vez mais, percebo que muito além dos estereótipos formados socialmente, tanto para “delimitar” o que é aceitável e correto quanto para “julgar” os que são inadequados, existe algo muito maior que transcende qualquer busca de se enquadrar em um determinado “modelo”: o amor entre duas almas… um sentimento que simplesmente acontece e é impossível de explicar…
    Bem, tenho 25 anos e estou em um relacionamento com um homem há quase 10 anos, nunca tive dúvidas quanto à minha opção sexual… sempre fui muito feliz… no entanto, há aproximadamente uns 4 anos, comecei a me interessar por uma mulher em especial, ela também é casada, tem uma filha e possui 16 anos a mais do que eu… bem, pode parecer clichê, mas ela foi minha professora na Universidade. Atualmente, somos muito amigas… nos falamos todos os dias por mensagens ao celular, por e-mail… e temos muito carinho e respeito uma pela outra. Eu a admiro muito, no entanto, apesar de, sempre, com muita sutileza, deixarmos escapar algumas indiretas, elogios, nunca chegamos a conversar seriamente sobre o assunto… com certeza por falta de coragem, por medo da mudança, ou, até mesmo, medo de assumir os próprios sentimentos perante ao resto do mundo… porque, definitivamente, quando se sente algo assim, você não resolve apenas com um beijo, ou uma noite… é uma decisão que terá uma série de implicações… pois, conhecendo o caráter dela e me conhecendo, jamais agiríamos de forma inconsequente para magoarmos outras pessoas…
    Entendo que é uma situação extremamente delicada e um sentimento que talvez possa nem vir à tona, mas o que realmente importa é a busca pelo autoconhecimento a busca constante pela felicidade, pois ninguém vive pela metade… e sei o quanto essa fase de transição… de reconhecimento e aceitação é difícil… mas ninguém merece ser imcompleto (pois esse é o sentimento que fica)… pois a incompletude dói… e muito!!
    Vou ficando por aqui, com a consciência de precisamos mergulhar fundo em nossos sentimentos para buscarmos por respostas e deixar, também, que a vida siga em frente… pois com o tempo tudo vai se encaixando adequadamente…
    Deixo um pensamento que acredito fazer muito sentido…
    “Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.”

    Sarah Westphal

    Um grande abraço!!!

    • blogsoubi disse:

      Heloisa, muito tocante o seu comentário e o pensamento deixado ao final. Obrigada por compartilhar tudo isso. Tenho uma pergunta a você: depois que você percebeu que estava interessada em sua professora, o que mudou na relação com seu marido? Abs!

      • Heloisa disse:

        Olá, então, as coisas foram acontecendo inconscientemente, quando me dei conta, vi que todos os meus pensamentos que eram destinados ao meu namorado, passaram a ser substituídos pelos da minha professora… mesmo tentando não sentir, era mais forte do que eu… assim, a empolgação que eu tinha com ele e aquela sensação de felicidade completa, já não fazia mais parte dos meus dias… e apenas uma coisa começava a fazer sentido: ela, estar com ela, falar… enfim, todas as minhas ações passaram a ser motivadas por ela e não mais por ele… e assim eu venho contornando as inúmeras situações que vão surgindo, tentando me compreender melhor para que consiga tomar as melhores decisões que seja possíveis no momento. Mas posso te afirmar uma coisa… desde os últimos 4 anos… não há 1 minuto que eu fique sem ser visitada por sua presença em meus pensamentos…

        Abraço e obrigada pela oportunidade de expormos os nossos sentimentos!!!

    • aline naomi disse:

      Oi, Heloisa. Pelos meus cálculos, você começou a namorar seu marido com 15 anos e nunca mais ficou com ninguém, certo? E durante esses dez anos, chegou a sentir atração por outro homem?

      Amanda, muito legal o seu blog e esse post. Acho fascinantes essas histórias e também situações em que as pessoas têm um dilema moral em geral (a própria moralidade x impulso de agir, embora a ação ou o resultado da ação seja contrário aos próprios preceitos morais). Não que eu goste de “desgraças alheias”, mas acho fascinante a forma com que cada um encara e lida com essas situações até tomar uma decisão, a melhor que a pessoa pode/consegue fazer naquele momento. São esses tipos de conflito que nos ajudam a crescer, acho, e me faz acreditar que seres humanos somos todos muito mais profundos e complexos do que imaginamos.

      • blogsoubi disse:

        Aline, obrigada! Também acredito que essas histórias são importantes para que nós e outras pessoas possam se entender melhor. Aliás, se tiver sugestões, elas são sempre bem-vindas! Abs!!

      • Heloisa disse:

        Olá, Aline!!! Eu comecei o meu relacionamento com 16 anos e, realmente, nunca mais tive ninguém. Bem, nunca senti atração por nenhum outro homem. A única vez que me apaixonei por outra pessoa foi essa… e assim com o passar do tempo… venho tentando entender os meus sentimentos, pois não sei se me interessaria por outra mulher que não fosse ela… mas, ao mesmo tempo, sinto que se terminasse o meu relacionamento, não teria vontade em ficar com outro homem. Bem, acredito que o mais adequado seja deixar o tempo me responder algumas perguntas… pois tudo isso é muito complexo… A única coisa que eu sei é… que quanto mais eu amadureço e passo a me conhecer… descubro sentimentos e sensações novas, coisas que antes não faziam parte de mim… assim, entendo que isso já é um bom começo para o novo que está por vir…

        Abraço.

  11. Erica disse:

    Dany, nenhuma relação acaba do dia pra noite. As coisas vão acontecendo e quando você vê, não tá mais afim de viver aquilo. Eu tenho várias amigas casadas. A maioria tem muitos problemas no casamento e muitas não se separaram ainda por falta de grana. Acho que o meu amor se transformou pra um amor de irmão, amor por alguém que sempre vai ser uma pessoa muito importante pra mim, independente de qualquer coisa, ele poderia me trair, sumir, mudar de sexo, o que fosse. Nada pode anular tudo o que vivemos. Mas é difícil reconhecer o fim.

  12. neide disse:

    boa tarde!!
    minha història si parecer muito com a sua erica,bom tenho 27 anos sou casada a 10 anos com um homem maravilhoso que cuida bem de mim,mais nesse periodo conheci uma garota que mexeu com migo,fiquei apaixonada por ela,acabei tendo um caso com ela de 4 anos,chequei a separa pra fica com ela sem niquem sabe o motivo,por que tinha medo.mais com o passa do tempo nâo deu certo,voltei com meu marido na esperaça de esquecer ela,mais foi em vâo,acabei contando pra ele que tinha mim relacionado com uma mulher.bom a reaçâo dele foi traquila fiquei boba acho que pelo fato do carinho que tem por mim,nâo sei ..
    eu continuo casada,porem penso muito em fica com mulher..gosto dele muito,mais penso muito em fica com mulher,desejo o beijo feminino o cheiro,mim completa beijos…

    • Marisa disse:

      Para para pensar……Será que voce tem necessidade mesmo de largar dele, para poder ter bons momentos com mulher?
      Eu sou casada e assim como voce, conto com a compreensão da minha bissexualidade por parte de meu marido e assim posso “flutuar”, entre o melhor dos dois mundos.
      Exercer a bissexualidade é algo bastante bom e inteligente para quem percebe que não precisa estar apaixonado ou amando loucamente para poder ir para cama e ter o bom orgasmo seja com homem ou mulher.
      Abra o jogo com teu marido, sem abrir mão dele, pois voce tem um tesouro em mãos( um relacionamento bom, verdadeiro e estavel) e arrume umas “amigas” para se divertir. Seja feliz sem arumar confusão na vida. Sexo é sexo. Amor é bem diferente. Pensa nisso!

      • Erica disse:

        Amiga, deixe dizer…o que é bom pra você, não é pra mim. Cada indivíduo tem suas peculiaridades. Quando digo que quero me separar porque não consigo viver dois relacionamentos ao mesmo tempo, falo de mim. Já me interessei por outros homens também, e o que freia o meu impulso são os meus valores, entre eles a fidelidade. Então, não me considero uma homossexual reprimida, principalmente porque rejeito rótulos. Mas não critico quem saiba viver assim com vidas paralelas. Cada um tem uma realidade e essa definitivamente não é a minha, nem da maioria das mulheres do blog. Transar com duas pessoas ainda que esporadicamente é complicado pra maioria das pessoas. Eu falo por mim, não supervalorizo o sexo, mas pra dispor de mim, tenho que amar. Mas vá em frente, faça o que te faz feliz. Parabéns pelo seu desprendimento.

      • blogsoubi disse:

        Concordo com você, Erica. Acho que cada tem a sua forma de viver a bissexualidade. E como já disse aqui, não é preciso se envolver com duas pessoas de gêneros diferentes ao mesmo tempo para “provar” a bissexualidade.

        Então quando eu namorava um homem era heterossexual e agora sou homossexual? E se um dia eu voltar a me envolver novamente com um homem “volto” a ser heterossexual? Marisa, acho que no fundo pensamos parecido, mas agimos de formas diferentes. Viver a bissexualidade é sim a possibilidade de transitar por ambos os sexos, mas não necessariamente ao mesmo tempo.

        Cada pessoa gosta de viver a sexualidade de uma forma. Tem gente que trai, porque acredita que precisa de outras experiências. Outras pessoas, como você, têm uma relação aberta e sem desprendimento, enquanto outros preferem ter alguém “exclusivo”. Podemos passar horas aqui falando que essa exclusividade também é cultural, algo “criado” pela Igreja e que por isso deixamos de viver outras experiências. Mas será que realmente todas as pessoas têm necessidade de ter mais de um parceiro ou parceira? É uma longa discussão, mas resumindo, é o que eu disse no último post: não podemos generalizar os sentimentos. Abs!

  13. Cissa Fullmon disse:

    Ola, entrei sem saber que veria tantas historias como a minha, depois de tanto pensar em ficar com mulheres , em ter um relacionamento com uma mulher que meche comigo, comecei a me sentir mal,pois estou noiva e vou me casar logo..
    Mais ja tive relacao com uma mulher que eu sabia que rolava um sentimento, começou com amizade, depois que ficamos rolou muito ciumes de ambas as partes, mais eu tinha meu namorado e nao queria terminar com ele.. ela nao quiz mais e hoje nao fala comigo, eu gostei e quero denovo, mais nao vou separar nao por mim, mais por minha familia que nem imagina isso Tudo.. Talvez um conselho me ajudaria a me entender melhor, Estou confusa demais

    • Elissandra disse:

      Engraçado … mas passo uma história análoga a da Èrica sou casada a 20 anos, tenho 2 filhos 19 e 12 anos, meu marido é o melhor home do mundo e descobri minha bissexualidade a 2 anos atras, me relacionei com uma mulher que também é casada.Bem estamos juntas até hoje vivo uma vida paralela, meu marido sabe de tudo e nunca pensei em deixa-lo, tenho meus sentimentos pelos 2, e considerando 20 anos de casamento aprendi que a vida nos prega peças, se assim posso dizer, o fato é que cada um leva a situação de uma maneira e acho que temos de respeitar não julgar ( sei que as vezes é difícil ) mas gostaria de dizer também que consigo viver muito bem do jeito que vivo, meus filhos não sabem e meu unico medo é esse ser julgada por eles.

  14. Carla disse:

    Gostaria de dividir minha história com vocês: Um pouco mais de 1 ano e meio, vivo uma história de amor com uma mulher de 38 anos, casada e mãe de 3 filhos. Nossa história começou com uma grande amizade, posso dizer que com ela, dividi confissões e segredos jamais revelados a ninguém, nem mesmo ao meu ex-marido com quem convivi por mais de 7 anos, uma relação muito conturbada e de muitas traições por parte dele, me desmoralizei como mulher ao lado dele, sofria agressões tanto de parte física como emocional. Quando nos conhecemos em uma sala de xat, cujo acesso é apenas por convite, ‘ela’, apresentava-se como ‘ele’, fiquei fascinada pelo seu jeito e a forma como tratava-me. Quando passamos a teclar via webcam, passei a perceber que nao tratava-se de um homem, mas sim, de uma mulher.
    Quando tive a real confirmação de que tratava-se mesmo de uma mulher, confesso que eu não consegui por um minuto odiá-la ou afastar-me dela, pois eu me coloquei no lugar dela, da dificuldade de ter escondido por durante tanto tempo sua sexualidade. Ela confessou que havia se apaixonado por mim, pela minha forma de ser e pela mulher maravilhosa que eu era! (o mesmo posso dizer a respeito dela, ela é uma mulher sensacional, linda e de um coração do tamanho do mundo).
    Confesso que após descobrir toda a verdade, nossa relação ficou ainda mais fortalecida e que todo amor que eu já tinha por ela aumentou muito mais e minha atração sexual aguçou em 1000% por ela.
    Atualmente, estou organizando minha vida para logo estarmos juntas! Estamos vendo apartamentos, condições de trabalho para logo estar indo em definitivo para Portugal!
    Eu só quero amá-la e cuidar do coração dela pra sempre!
    Sei que teremos muitos desafios a enfrentar juntas, mas por ela, eu to disposta a tudo! A cumplicidade e o amor dela é a base para a minha felicidade e se for preciso, eu encaro o que tiver a encarar.
    Todas as vezes que ela olha-me e diz o quanto me ama e a admiração nos olhos dela por mim, é o que me dá forças pra lutar por esse amor! Eu te amo, minha paixão, meu tesão, minha vida!

    • Nicole disse:

      Olá Carla! Legal você compartilhar sua história. Queria saber se poderia me ajudar. Vou resumir minha história. Desde nova eu sentia algo diferente por mulheres, mas não sabia os motivos desses sentimentos, então no começo desse ano tive consciência da minha bissexualidade. Querendo confirmar isso eu acabei conhecendo uma garota lésbica e acabamos ficando, mas foi apenas uma vez e vi que gostei. Alguns meses se passaram e conheci uma mulher bissexual em um chat, combinamos de sair e ela me contou que é casada, mas o marido dela sabe que ela gosta de mulheres e aceita. Instantaneamente gostei dela pela pessoa que ela é, desde então estamos tendo um relacionamento. Ela tem 29 anos e eu tenho 21, apesar da diferença de idade nos damos super bem, eu estou gostando dela e ela de mim. Ela é assumida e eu não sou, contei apenas para minha mãe e amigas, elas acham que não devo ficar com ela, mas gosto dela e não consigo deixá-la. Não sei o que fazer, se continuo ficando com ela escondido, ou se assumo e enfrento minha família(que não aceitam isso), se deixo ela e agüento o sofrimento do término. Gostaria de ter outras opiniões sobre o que deveria fazer. Se você ou alguém do blog puder me ajudar. Desde já agradeço.

      • blogsoubi disse:

        Nicole, tudo bem? Ao que parece, ela não vai deixar o marido para ficar com você. Continuar nesse relacionamento só vai adiar o seu sofrimento, te dar esperanças. Ela disse alguma vez que deixaria o marido? E o que ela fala sobre o relacionamento de vocês? Sei que deve ser difícil tomar essa decisão. Agora você imagina que não conseguiria viver sem ela,mas pense bem: você quer mesmo um relacionamento pela metade? Enfim, minha opinião é baseada apenas nessas suas poucas linhas de história, então posso estar tremendamente enganada. Apenas você mesma conseguirá descobrir o que pode ser melhor pra você. Se quiser, conte-nos mais. Abraços!

      • Nicole disse:

        Obrigada por dar sua opinião. : )
        Bom, para dar pra entender melhor, vou contar mais da história. Ela é casada a algum tempo, falou que tem mais uma relação de amizade com o marido, não a paixão do começo do casamento. Eles tem um filho pequeno, e acho que um dos motivos de ela ainda estar com ele, pois o filho é muito apegado aos dois. Um dia comentei com ela que se ela quisesse largar ele pra ficar comigo, infelizmente eu não teria nada a oferecer pra ela, como, um lar, por exemplo, e também não sou assumida. Acho que ela ficou com isso na cabeça. Por ela ser mais experiente sempre vai com mais calma, acho que ela ainda não acredita que meus sentimentos por ela sejam verdadeiros. Tem apenas um mês que estamos ficando, tudo tá acontecendo muito rápido, mas o tempo para mim não importa, mas sim a intensidade do que sentimos, é como se eu a conhecesse a minha vida inteira. Talvez com o tempo ela confie em mim e se entregue, ficando apenas comigo. Só sei que minha cabeça está uma confusão.
        Acho que vou dar tempo ao tempo e ver o que acontece, por onde a vida me leva. Só sei que ela realmente gosta de mim e eu dela.
        Mais uma vez agradeço pela ajuda. Sempre que leio o blog me sinto melhor, pois vejo que não estou sozinha e posso compartilhar minha história sem ser julgada ou criticada.
        Abraço!

  15. Luana Silva disse:

    Erica, ainda bem que existem pessoas como você que contam suas historias, foi como se eu tivesse lido um pouco do que acontece na minha vida, também sou casado com um homem maravilhoso e tenho um casal de filhos lindos que amo e são muito pequenos ainda. Por morar no interior sou mais fechada ainda, meu sonho é conhecer uma mulher “feminina mesmo” que goste de mulher , principalmente se for alguém que curta praticar esportes e cuidar do corpo como eu. Um abraço, espero que a gente troque muitas figurinhas ainda.

  16. Alicev disse:

    Nicole, Bom dia!!! Eu acho que como vc mesma disse que tudo está acontecendo muito rápido, talvez vc devesse dar mesmo um tempo para sua cabeça. Tomar decisões precipitadas nunca é o correto, pq pode se arrepender depois. Fique calma, tente levar esse relacionamento assim por mais um tempo, mesmo porque o marido dela sabe e aceita. Dificilmente ela irá tomar uma decisão de deixa-lo. Então tente se manter em equilíbrio e não sofrer por antecipação.

    • Nicole disse:

      Olá Alice! Obrigada pelo seu comentário. Você esta certa quanto a tomar decisões precipitadas. Como tudo foi acontecendo muito rápido acabei ficando confusa e sem saber o que fazer. Mais uma vez as postagens no blog me ajudaram. Fiquei pensando por um tempo e tomei uma decisão que creio ter sido certa, conversei com ela, e resolvi que não vamos mais ficar sempre. Por eu gostar dela e ela de mim, vamos manter contato, por celular e redes sociais, e ver se daí sai uma amizade, mas apenas isso. Não vou me prender em um relacionamento que não tem futuro e me trará sofrimento. Nada melhor do que dar um tempo para nós mesmos e pensar com calma para resolver nossos problemas.
      Mais uma vez agradeço a ajuda de todas vocês. Agora estou muito bem e tranquila.
      Abraço Alice. : )

  17. SrSmith disse:

    Boa tarde, adorei o artigo, mas no fundo ate nesse depoimento achei meio injusto o posicionamento da Erica.

    Tambem vivo uma história de amor assim, somos casado e minha esposa é BI, e tenho orgulho dela ser bi, aos olhos de todos posso parecer torto ou um tarado que ta querendo se dar bem né, pois o pensamento da sociedade é machista, ate pelas mulheres… rs

    Mas realmente não sou assim, amo ela de verdade, e sei que cada um é de um jeito e acredito que a pessoa pode sim amar mais de uma pessoa ao mesmo tem, o amar aqui não é sobre cama, é o gostar, o querer bem, o cuidar.

    Só que como falei, achei o posicionamento da Erica injusto, quando ela fala assim: “Deixaria, pois se há espaço para o sentimento por outra pessoa, significa que o que eu sentia por ele acabou”.

    Mas eu compreendo, as vezes essa decisão é imposta pela própria pessoa por quem ela se apaixonou.

    Voltando ao meu caso, minha esposa é linda, muito linda mesmo, e o fato dela amar uma menina não significa que ela não me ame. Eu sei que no fundo ela nunca será completamente feliz, se optar por apenas me amar, mas eu ja sou feliz por amá-la, e isso faz quem que eu a apoie na busca de sua felicidade. Só pra constar não apoio ela para que ela me apoie a amar outra pessoa, meu amor é 100% dela.

    Agora vem a parte mais dificil, onde as pessoas acabam mostrando que apesar de sofrerem com preconceitos, também são preconceituosas, estou falando da busca por esse amor. A primeira reação da pessoa que conhece a minha esposa é ligar o sinal de alerta, tipo, terreno perigoso, ela é casada, isso não vai dar certo, melhor eu cair fora, ou pensando bem, posso tirar uma casquinha antes.

    Sim é assim que acontece, o ser humano é egoísta, ou é 100% minha ou não pode ser minha. Mas eu tenho fé nas pessoas, e sei que isso um dia vai mudar. Eu realmente consigo me ver em um lar, vivendo com minha esposa e a sua esposa, sem que nos 3 precisemos partilhar a mesma cama. Mas que todos estejam ali unidos com o mesmo objetivo amar, porque a realidade é que na vida é muito dificil achar o amor da sua vida, mas nao quer dizer que exista só um.

    Desculpa se fui muito prolixo, mas so quis dar a opinião de um homem, que convive bem com a opção sexual de sua esposa, e sim é feliz, muito feliz.

    Abraços.

  18. Kátia Soares disse:

    Puxa vida que alivio ! Tenho minha história de vida parecida com a da Érica, rsrsr…
    Sou feminina e me considero atraente, casada á 10 anos e nunca quis ter filhos por achar que um dia poderia vir a me separar, caso encontrasse uma mulher “especial”, mas…assim como a Erica me u marido é muito bom para mim, oque dificulta a separação.
    Não encontrei “ainda” essa mulher me desejo…muitas vezes me sindo triste e incompleta por isto !
    Quero fazer novas amizades, sou da capital de SP, quem quiser pode me enviar email para (katiasoares78@gmail.com).

  19. tha disse:

    nossa e muito bom saber que não sou a unica , pois sou casada a 3 anos e sempre tive interesse por mulheres mas não tive coragem/oportunidade de me relacionar com nenhuma acho que por puro medo da minha família , sou nova tenho 23 e as vezes quando com mu marido e tem alguma garota que me chama a atenção ele já ate sabe não consigo para de sorrir ou ficar olhando …queria tanto que ele fosse mais liberal , afinal eu o amo mas não consigo evitar o desejo por mulheres … complicada de maiis minha vida =x

  20. Suzi disse:

    Olá!
    Desde já dou os meus parabéns ao blog!!! Achei fantástico Amanda!
    Adorei a sua entrevista Erica, linda história!
    Descobri a minha bissexualidade recentemente e gostaria de poder conversar sobre o assunto. Pois sinto-me um pouco perdida, tive uma experiência com outra mulher, e adorei, e acho que isso faz de mim bissexual, certo?
    Vivo em Portugal, tenho 32 anos. Deixo aqui o meu e-mail sscs2014@hotmail.com, gostaria de fazer novas amizades, podem me adicionar. 🙂
    Um Abraço.

  21. Carol disse:

    Oi,meninas,tudo bem?
    Então,sou casada a 16 anos,tenho 3 filhos e sempre me relacionei com homens,mas.. sempre tive interesse em mulheres.
    Meu marido sabe,e me apoia,eu o amo muito,ele é uma pessoa única,que da mesma forma que o marido da Erica,tbm me deixou a vontade para viver minhas experiências e me conhecer.Já tive algumas experiências,com algumas meninas,mas não o deixaria,a não ser que tivéssemos problemas e assim desenrolase o casamento,mas tbm não quero ter que abrir mão de amar uma mulher.SInto falta das duas coisas,e acho que se complementam.Acredito que posso amar duas pessoas, cada um a seu jeito.Alguém aqui ja ouviu falar em Poliamor? Eu não teria nenhum problema em ter uma relação a três,não por promiscuidade,mas por achar que quanto mais amor melhor.E não teria problema nenhum para mim se a mulher com quem eu estivesse,tivesse também uma relação com o meu marido,pelo contrário.Sei que vai ter muita gente me criticando,mas não sou hipócrita,falo o que penso e não tenho preconceitos sobre a forma de amar das pessoas!Desejo boa sorte a todas,e espero que compreendam meu ponto de vista.

    • manusouzasite disse:

      Ja falei aqui Carol em outros topicos que tive um relac assim 8 anos e foi maravilho enqto durou ….

      Bom demais em tudo! Na forma da amizade, de se entender, de enfrentar problemas do dia à dia…..sem falar no sexo né que é perfeito kkkkk.

    • Dany disse:

      É isso aê, Carol, tá certíssima!! Antes duas pessoas te amando (e vc curtindo-as) do que nenhuma! E quem não gosta, não quer, não acha certo ou viável, não faça, mas respeite quem se sente bem assim, pronto.

  22. Carol disse:

    Ah !A propósito,SrSmith,obrigada pela colaboração de homem,sensível e sem preconceitos a esse blog,Gostei do que falou,meu marido pensa da mesma forma que vc e acho isso lindo!Obrigada por nos mostrar que pode dar certo sim!E boa sorte!!!Toda a felicidade do mundo pra vcs!

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