Seríamos todos bissexuais?

Publicado: 13 de julho de 2013 em Estudos
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GayConheço muitas pessoas que afirmavam com convicção a heterossexualidade. “Não tenho nenhum preconceito, mas não sinto nenhuma atração por pessoas do mesmo sexo”. E ponto.

Acontece que muitas dessas pessoas “mudaram de ideia” ao longo do tempo. Uma amiga passou a namorar com outra mulher. Outra disse que estava começando a pensar no assunto – algumas mulheres começaram a atraí-la pelo estilo ou pelas atitudes.

Acredito que muitas pessoas demoram a entender a sexualidade. Talvez elas nunca, de fato, tenham pensado nisso, mas de repente surge alguém que muda o olhar.

Alguns psicólogos costumam dizer que a bissexualidade gera confusão e que a pessoa precisa escolher um lado. Outros, segundo relatos de leitores, dizem que ela não existe.

Ao mesmo tempo, uma das principais referências desses profissionais, o aclamado Freud, transita sobre o assunto de uma forma bem interessante.

Segundo o pai da psicanálise, todos os seres humanos são bissexuais. Essas análises podem ser vistas nas Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud.

Os estudos de Freud refletem o que tenho lido e ouvido sobre as pessoas. Acredito que nem todos são bissexuais – mas nada impede que um dia elas possam descobrir essa possibilidade.

Aconteceu com vocês? Vocês julgavam que eram heterossexuais e descobriram a atração pelo mesmo sexo mais tardiamente?

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comentários
  1. Dany disse:

    Só retificando a frase/ pergunta: “Vocês julgavam que eram heterossexuais e descobriram a atração pelo sexo oposto mais tardiamente?”, não seria atração pelo mesmo sexo, ou estou enganada? E vc mudou o titulo do topico né, pq no meu email aparece outro nome “Alguns psicólogos rejeitam a bissexualidade, mas Freud não”

  2. Viviane Jacinto disse:

    Até eu me apaixonar por uma garota, eu nem pensava na possibilidade de ser gay. E, realmente, fiquei muito confusa! Pq demorei tanto tempo p perceber?! .-. O engraçado é que depois vi q sempre foi óbvio, mas desde pequenos somos padronizados e obrigados a ignorar qlqr coisa diferente disso. Qnd se é bi, vc, geralmente, têm primeiro a “confirmação” de que gosta do sexo oposto e então nem pensa mais sobre o assunto. =P

  3. Viviane Jacinto disse:

    Obs.: Não sei se expressei mal essa tal “confirmação” que falei! kkkk Mas, é que como somos ensinados de que o certo são meninas gostarem de meninos, logo nossa primeira experiência é essa! Então, é por isso que quem é bi pode demorar mais tempo para descobrir sua sexualidade.

    • Dany disse:

      Eu entendi bem Viviane e sei como é isso!! É bem o q vc disse e eu inclusive já até comentei em algum lugar do blog, quando digo que para as garotas bissexuais é mais “retardado” o processo de descoberta de atração pelo mesmo sexo, justamente por causa dessa maldita “confirmação” hahhahaha!!! É justamente isso que causa um bocado de confusão na mente e por isso muita bi precisa tambem da prova final e concreta que curte mesmo mulher tambem: nada mais nada menos q a experiência.

      • Viviane Jacinto disse:

        Adorei essa definição, Dany! É realmente um processo “retardado” msm! kkkkkkkkk
        Enfim, demorei mas, saquei! =P Agr, o jeito é buscar mais experiência. Que no meu caso, com mulheres, faltaaa um bocado ainda! kkk

    • Dany disse:

      No meu caso tambem ainda falta um pouquinho mais….

  4. Hevelyn Hespanhol disse:

    Eu sempre achei que todos os seres humanos são bissexuais. Mas, também acho outra coisa.
    Acho que os termos “Bissexual”, “Heterossexual”, “Homossexual”, são apenas uma forma de descrever seu gosto como, por exemplo, o nome que seus pais lhe dão para poder identificar que estão te chamando e não a outra pessoa.
    Pois, realmente, nem com explicação científica, para o coração não existe sexo masculino ou feminino, apenas um outro coração merecendo amor correspondido!

    Beijocas a todas, até a próxima.

  5. Eduardo disse:

    Esta é uma longa e debatida questão, que transcende à bissexualidade, mas a homossexualidade de modo geral: “nascemos assim ou nos tornamos homossexuais?”

    Penso que essa é uma questão que vem sendo muito debatida nos últimos tempos pelos movimentos LGBT, mas que a meu ver, apesar de ser bastante pertinente, às vezes pode trazer uma porção de problemas, pois devemos fugir tanto do discurso de um Malafaia da vida que diz que a homossexualidade é algo plenamente “curável”, uma vez que é comportamental; quanto do determinismo biológico que igualmente traria seus riscos pois nos enclausuraria em um chamado “gene homossexual”.

    Gostei bastante da opinião da Hevelyn que parece ter resumido a questão naquilo que é efetivamente mais importante no que diz respeito à escolha em um nível particular. Reelaboro aquilo que ela disse no sentido de que devemos fugir das imposições de gênero que nos são colocadas, seja por discursos religiosos e até mesmo os científicos. Devemos poder viver o amor e as nossas relações íntimas sem restrições, sem enquadramentos, sem enclausuramentos, pois lamentavelmente desde nossa infância somos “ensinados a nos comportar” “desse ou daquele jeito”, “menino assim, menina assado”, etc.

    Penso que tudo que precisamos hoje, no mundo contemporâneo, ao mesmo tempo mais liberal e conservador, é respeitarmos as opções de cada um e aceitarmos que podemos transgredir às imposições sobre nosso comportamento sexual e, claro, sobre as relações amorosas de modo geral para que fujamos de rotulações.

    É inegável, claro, que no mundo real estejamos distantes disso. Há uma tentativa cega tanto dos que pretendem provar que a homossexualidade/bissexualidade é um comportamento que pode ser mudado (no sentido de curado); quanto por parte dos movimentos LGBT, que na tentativa de fugir do discurso psico-religioso, incorrem no mesmo erro ao buscar no discurso da biologia todas as respostas que nos dariam o “aval científico” acerca da homossexualidade, ainda que seja uma louvável tentativa de fugir dos preconceitos e dos discursos terríveis como os que ouvimos recorrentemente.

  6. mariza disse:

    Eu não penso na bissexualidade como necessariamente atração afetiva pelos dois sexos, pois a atração fisica muitas vezes é a predominante. Eu explico.
    Para muitas pessoas o “se permitir” a novas possibilidades sexuais, pode faze-las a despertar a vontade de estar com pessoas de ambos os sexos, mas não quer dizer que estariam dispostas a envolverem-se emocionalmente.
    Sou uma bissexual convicta e me permito a estar disponivel para sexo com mulheres e homens, mas não me vejo emocionalmente ligada a alguem do meu sexo, pois o contraditório que se apresenta na relação homem-mulher, me faz mais interessada no relacionamento hetero, na questão amorosa e afetiva.
    Adoro o toque, o contato, o cheiro e tudo que um relacionamento entre mulheres proporciona. Me causa extremo prazer dar prazer e receber prazer sexual de outra mulher.É magnifico! Mas é só o que eu quero e me sinto feliz assim.
    Há um aspecto muito mais interessante no sexo masculino que no feminino, que é desfrutar do sexo sem necessariamente estar envolvido. É o sexo pelo prazer. Acho que nós mulheres na maioria sempre queremos que o sexo seja um complemento de uma relação afetiva. Nem sempre é assim, mas mesmo assim pode ser ótimo, desde que saibamos com quem estamos dividindo aquele prazer e principalmente saber que o tesão pode se resumir em tesão, e nada mais!

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